Ex-policial militar acusado de matar presidente da Cacoal

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O ex-policial militar Edelvan Moura da Silva, é suspeita do crime em Humaitá

Ex-policial militar acusado de matar presidente da Associação Transparência Humaitá é preso em Cacoal, em Rondônia

O ex-policial militar Edelvan Moura da Silva, 37 anos, acusado de matar a tiros o presidente da Associação Transparência Humaitá, Emerson Jorge Auler, no mês passado, foi preso na noite desta terça-feira (4), numa ação conjunta da Delegacia Regional de Ariquemes e o Núcleo de inteligência da PC de Cacoal, em Rondônia. O crime ocorreu no dia 8 de dezembro por volta das 19h35, quando a vítima estava na porta de sua casa, localizada na Avenida Transamazônica, ao lado do Bar Saviolla, no bairro São Pedro.

Edelvan Mouro foi preso no posto de combustível Pereira, localizado na Avenida Castelo Branco, em Cacoal.

Policiais de Ariquemes faziam o monitoramento do acusado de homicídio, em Humaitá, assim que tiveram a informação de que o suspeito do crime estava em Cacoal, pediram apoio ao delegado Alexandre Baccarini, Regional do município que determinou a policiais do Núcleo de inteligência a realização de diligências na cidade.

Ainda na terça-feira (4) à noite policiais de Ariquemes e Cacoal abordaram uma picape Hilux placa, NCI2675 de Buritis-Ro, estacionada no posto de combustível e dentro no banco de trás estava Edelvan Moura. O veículo era dirigido por Adilson Leandro Fernandes, 41, preso em flagrante por porte ilegal de ama de fogo.

Na revista da Hilux, os policiais encontraram uma pistola, marca Taurus modelo G2C Colors, na porta do motorista, carregada com 13 munições. Questionado a quem pertencia a pistola, Adilson Leandro, disse que era sua, mas não tinha porte de arma.

Recambiado

O ex-policial militar Edelvan Moura da Silva, suspeito de matar Emerson Auler, em dezembro do ano passado deverá ser recambiado para o município de Humaitá, onde responderá pelo crime ao qual é acusado.

Será em Humaitá, que o delegado Mário Melo, da Delegacia Interativa de Polícia irá ouvir em depoimento Edelvan Mouro a respeito do homicídio de Emerson Auler. Será questionado a respeito dos motivos que levaram ele a matar o presidente da Associação Transparência Humaitá, se o crime foi encomendado ou matou por vingança de algo feito pela vítima a ele.

Como o inquérito tramita em segredo de justiça a pedido delegado Mário Melo, as pessoas falam em Humaitá e até familiares de Emerson Auler suspeitam que o crime esteja relacionado com denúncias feitas pelo presidente da Associação Transparência Humaitá.
Mas também não está descartada a disputa de terras no município de Humaitá. Após sete anos, Emerson Auler conseguiu a reintegração de posse de uma área de terra de sua propriedade localizada na Comunidade de Realidade (hoje distrito). Durante o litígio, ele foi ameaçado em um áudio onde uma pessoa dizia que “não ficar assim”.

Ameaça de morte

De acordo com promotor de Justiça, Weslei Machado, de Humaitá, o presidente da Transparência tinha conhecimento da ameaça de morte. “Duas semanas antes do crime, o Emerson esteve comigo no Ministério Público para falar sobre a disputa da área de terra”.

“Alguém tinha informado a ele que uma pessoa tinha sido contratada para sua execução, mas ele não mudou a sua rotina de toda noite tomar seu chimarrão na frente da sua casa”, acrescentou o promotor.

Expulso da PM

Edelvan Moura foi expulso da Polícia Militar de Rondônia em 2015 pelo crime de tortura, Ele recorreu, mas em 2017 o Tribunal de Justiça de Rondônia confirmou a decisão do juiz Rogério Montai de Lima, que condenou Edelvan a perca da função pública.

Entenda o Caso

O presidente da Associação Transparência Humaitá, Emerson Jorge Auler, foi assassinado por volta das 19h35 do dia 8 de dezembro do ano passado, com três tiros nas costas. Por ocasião dos disparos, Auler estava na porta de sua casa, ao lado do Bar Saviolla, no bairro São Pedro.

Imagens de câmeras de segurança mostram a movimentação de pessoas no momento exato dos disparos e a fuga de um dos envolvidos, chapéu na cabeça, camisa branca e calça azul, no crime, identificado hoje como Edelvan Moura.

Fonte: Fato Amazônico

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